Autores favoritos #02: Nikelen Witter e Priscila Louredo

Fazia um tempo que eu queria fazer esse segundo post sobre Autores Favoritos. Mas, devido a estudos para concurso e uma pequena cirurgia para extração de dente, acabei deixando de lado. E, depois, essa semana com dores e repouso, a coisa acabou passando. Queria ter postado essa segunda parte ontem, mas não deu certo. Portanto, faço-o hoje com um certo atraso.

Honestamente, não há como falar de meus autores favoritos e não citar aqueles que são nossos amigos. Eu até pensei que poderia parecer que eu estaria puxando uma sardinha, mas, depois de pensar, a sardinha fica apenas com uns bons 60% 20% do favoritismo (como já disse, sou alguém de paixões fáceis, mas não leviana!). Afinal, quando dizemos que temos favoritismo ou preferência sobre algo, no mundo da Literatura e mais especificamente, autores, sabemos o que quer dizer: se ele ou ela escreveu algo, logicamente o leitor vai dar um jeito de ler o quanto antes. Então, uma vez que tanto a Nikelen e a Priscila são amigas queridas e autoras publicadas, não poderia ficar sem falar delas.

E para não dizerem que prefiro uma a outra, utilizo os nomes em ordem alfabética! Assim não sou julgada (risos).

Eu já falei um pouquinho da Nikelen quando fiz uma resenha de seu primeiro romance, Territórios Invisíveis. Então, para não ficar muito repetitivo, vou apenas dizer porque ela me é uma das favoritas.

Antes de mais nada, ela é uma pessoa que eu respeito e escritora que admiro. Sua trajetória no mundo literário iniciou-se com fanfics sob o pseudônimo de Sally Owens, as quais já nos cativam pela inteligência, humor, boa qualidade. E depois disso, acompanhar seu blog faz você conhecê-la ainda mais. E entender porque ler Nikelen se torna algo viciante.

Uma das coisas que mais gosto, realmente, é como a Nikelen consegue criar e desenvolver personagens (o que, cá entre nós, não é um trabalho fácil para nenhum escritor). Há uma tal de “Judite” que ela apenas nos apresentou em seu blog, e um tal de Robin Hood* que, não há dúvidas, se tornará um páreo bom com Alexandre Dumas. Os personagens da Nika nos cativam – tanto para o amor quanto para o ódio. Há, sim, a linha tênue da dúvida eterna, sem saber o que fazer com eles. Mas indiferença? Ah, isso não dá para sentir.

Além das construções das personagens, ela consegue dar leveza a seus diálogos, ironias, sarcasmos… E, se pedir medo ou tensão, lá estarão as linhas que o farão apertar o livro. A Nika é uma das autoras que eu considero mais completa.

Recomendo-a sem sombra de dúvidas, tanto seu livro Territórios Invisíveis (cuja sequência, Montanhas Azuis, ainda está sem previsão de lançamento), quanto seus contos nas antologias: Steampink, Quando o Saci encontra os mestres do terrorHistórias Fantásticas do Brasil: Guerra dos Farrapos, VII Demônios: Ira, Autores Fantásticos. Há, também, o conto “A devoradora de mundos“, que é da antologia digital da Editora Draco. Alguns desses contos estão disponíveis em formato digital na Amazon. Na dúvida, apenas procure por “Nikelen Witter” que dá tudo certo…

Ah, e mais um adendo: o livro Territórios Invisíveis foi um dos quatro finalista do Prêmio Argos de 2013, na categoria história longa.

Página da Nikelen no Skoob: clique aqui.

A Priscila tem, atualmente, dois contos publicados. O primeiro foi “O Retrato”, que faz parte da antologia Amores Impossíveis e o segundo é “Entre irmãos”, da antologia Segredos de Família. No entanto, mantém o blog Espaço da Pri, onde tem mais contos seus, os quais são, também e em algumas vezes, escritos em quinze minutos de inspiração. O que me faz ter a Priscila como autora favorita é sua delicadeza na escrita. Quando ela escreve romance, é como se a gente sentisse os sentimentos dos personagens, suas angústias, medos, prazeres… É como se ela pegasse o coração do personagem que ela criou e o destrinchasse nos mínimos detalhes e, com as palavras, nos mostrasse. Parece um tanto grosseiro explicar assim… Mas é que eu não tenho tanta delicadeza para romances. Sou melhor nos dramas. Os quais ela também coloca de maneira intensa!

A Priscila também começou com fanfics, e me ganhou, sem chance de volta, em Desencontros. O drama dos personagens tão bem descritos ali, suas dúvidas, medos… Não há como rotulá-la de fanfic. É um romance, novela, história original sem questionar. Há romance, humor, drama… Ah, o drama! Um de meus temas literários preferidos!

Hoje ela tem projetos maiores, e eu espero ansiosamente vê-los completos, de preferência em minha estante, lido e relido. Mas, enquanto isso não acontece, sustento-me com seu blog – os contos “O Casarão” e “Foi um prazer ter você no Rio” são meus preferidos. E, também, percebo como é fácil temer, amar e enlouquecer como um personagem. Como os criados pela Priscila.

Página da Priscila no Skoob: clique aqui.

E antes que você diga – ou tenha a triste reação comparativa – que autoras que iniciaram com fanfics não tem lá seu crédito porque você leu, assim como eu, 50 Tons de Cinza (que dispensa todo e qualquer tipo de destrinchamento literário) e desejou que essa coisa continuasse no site de fanfics, digo: pegue seu pré-conceito e mande-o passear um pouquinho. E, então, leia o que a Nikelen e a Priscila têm a oferecer.