Sobre Política: uma esperança para a Educação

“A Educação é um processo permanente.
[…] é como um prédio:
você tem sempre que colocar um tijolo,
tem sempre que ‘tá melhorando.”

Quando Mercadante perdeu nas Eleições para governador do estado de São Paulo, eu e minha mãe lamentamos. Não sou filiada a nenhum partido, muito menos simpatizante. O que eu prego em Política é o bem-estar do cidadão. Somente isso. Uma vez que meu voto é responsável por colocar tais políticos em suas cadeiras estofadas localizadas em salas com ar-condicionado, me vejo no total direito de exigir melhorias em meu País.

Depois de um ano de mandato da Presidenta Dilma, Mercadante ganhou o título de Ministro da Educação. Fiquei feliz com isso, assim como minha mãe. E agora você me pergunta: por quê?

Antes de mais nada, trabalhar na área da Educação me abriu muitos horizontes. Não o financeiro, pois meu salário não é digno. Abriu-me a mente, a visão para este mundo que antes me parecia tão colorido e perfeito. “O Estado e os Professores fazem o possível, coitados”, eu pensava em minha vergonhosa ignorância. Se bem que o fato de eu ter excelentes professores, colegas educados em sala de aula e uma escola com infraestrutura decente, foi minha maior influência para tal pensamento.

O que vejo hoje é um Sistema falido, escolas e professores sem condições de sustentar a Cidadania, de preparar uma criança para a vida para além dos portões da escola. A vida é dura. E, quando ensina, é cruel. Alguns veem isso depois de muito tempo; algumas crianças já veem isso muito antes de conseguir diferenciar a letra G da letra C.

Por isso que eu digo que tenho esperança, agora que Mercadante está na dianteira da Educação. Para quem se lembra de sua propaganda política, pouco mais de um ano atrás, vai saber do que estou falando. Quem não se lembra, vale uma olhada nesse vídeo.

Lendo o artigo sobre política no Sul 21, lembrei-me na hora da proposta de Mercadante quando candidato. E embora ele não tenha adiantado “quais serão as linhas centrais de seu trabalho à frente do MEC”, fica minha esperança como cidadã e como profissional da Educação para que ele não se esqueça de suas propostas educacionais que, para muitos, podem soar utópicas. Mas, para mim, soam apenas como uma realidade que eu gostaria muito de presenciar.