(B)Analisando o texto

Vamos fazer uma brincadeira. Bem simples, mesmo. Tipo o que a Bela Gil faz no programa de culinária alternativa que ela tem no GNT.

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Olha só a frase:

Apesar de estar morto, estava inteiramente saudável. 

E eu te digo: de que vale estar saudável, se está morto? Digo isso porque o termo “Apesar” desmerece o que virá à frente. Não que o fato de estar morto seja algo indigno de atenção. Merece atenção, sim, pois se está morto, deixou alguém vivo para trás – o que traz um N de ramificações emocionais, psicológicas e etc. Mas, ainda assim, o estar saudável ficou totalmente desmerecido. É questão de gramática. Sintaxe. Semântica. Linguagem. Concorda comigo? Sabia que sim.

Agora vamos ao segundo passo depois dessa pequena explicação. Vamos dar uma de Bela Gil e partir para as substituições.

Apesar dos homens serem vítimas de mais de 80% dos homicídios no Brasil, a violência contra a mulher preocupa[…]

Viu aonde quero chegar? No desmerecimento? Pois é… Sabia que sim.

(A quem quiser, o texto a que me refiro na segunda frase é de uma pessoa que se tornou mestre em filosofia – e parece que estudou errado – link)

Não é top-5, mas é da Nora

Romance nunca foi uma de minhas leituras top-5. Eu vou para o romance, aquele clichê, rosa-chiclete, moço-bonitão-encontra-mulher-independente/fragilizada, quando eu quero muito desanuviar ou preencher uns minutos de sem nada para fazer. E, não, não desmereço em nada os romances. E os exalto quando o romance aparece como parte da história, e não ela toda. Talvez seja por isso que eu adore ler Priscila Louredo.

Mas não foi sobre a Priscila que eu quero falar. É sobre outra. Ela. A dita “Rainha dos Romances”, também conhecida como Norinha.

Nora  Roberts é uma das minhas preferidas em preenchimento de tempo e desanuviamento. Adoro Trilogia da Magia, Trilogia da Fraternidade (embora o terceiro poderia ter um fim mais arranjado, em minha opinião), Irmãos MacKade e entre outros livros que ela escreveu atualmente. Sim, atualmente. Porque nos últimos dias fui me enredar pelo Legado dos Donovan. E devo dizer que os três primeiros foram aprovados. Já o quarto livro…

Bem, vamos lá à explicação.

Antes de mais nada, a saga O Legado dos Donovan fala de um legado hereditário de magia que a família Donovan (dã!) possui, ligado diretamente ao herói mitológico irlandês Finn McCool. Mas o legal é que é um livro de história contemporânea, e foi bem interessante ver os personagens lidando com seus poderes em pleno século XX e vendo como a nossa sociedade nada tolerante lida com isso.

O primeiro livro, lançando em 1992, tem o título de “Cativado”, e fala de uma mulher independente, segura de si tanto pessoal quanto magicamente, e que vê num roteirista de filme de fantasia e horror seu amor para toda vida. O desenrolar deles é aceitável, e você se diverte vendo a bela Morgana dando indícios mais do que fortes de que é uma feiticeira sim, porém o belo Nash Kirkland vê suas palavras apenas como um aproveitamento de rótulo que o pessoal da Califórnia deu a ela.

Já o segundo, Fascinado, foca no praticamente irresistível (palavras minha, não apenas da autora) Sebastian, e  no poder dele, que é de ler mentes e conseguir ver e sentir, através de objetos, onde e como estão seus donos. Por ter um enredo policial, esse me fascinou mais. E muitas vezes eu vi a personagem Mel personificada como a Sonya Cross, de The Bridge.

O terceiro, Encantado, fala de Anastasia (ou Ana) e seu poder quase torturante que é o de empatia. Imagina você conseguir sentir tudo o que outra pessoa sente: tanto emocional, quanto física e mentalmente? Imaginem a loucura que seria se você não se fechasse para os outros?! E Anastasia também sofreu ao dizer quem era para o homem que amava. Esse livro foi bem sensível, em minha opinião.

Quanto ao quarto livro, Enfeitiçado… Bem, eu não o terminei. Não consegui. Porque o problema não foi o interesse quase maluco que os personagens já apresentam ao menor sinal de olhar de esguelha e encontro sem-noção. O problema foi o Liam (filho de Finn), que é um metamorfo, transformar-se em lobo e agir feito um cachorro sem-dono e, de quebra, ver a bela Rowan se despir na frente dele sem ela saber que ali, em seu quarto, não está um animal que ela confia, mas um homem que ela não tem intimidade nenhuma. Fui correndo nas páginas, meio atropelando a leitura, porque queria ver como ela reagiria quando descobrisse que um homem, que ela não autorizou, a tivesse visto nua. E qual não foi minha frustração quando ela não falou NADA! Não se irritou, não mandou o cara ir se tratar, não falou que voyerismo não era sua praia. Porque, gente, pelamordedeus, o cara invadiu sua intimidade sem ela permitir!

Desapega, gente, desapega!

Esses livros mais antigos da Nora pecam nisso, para mim. Essa aceitação de que a mulher tem que baixar a cabeça, ser sempre a portadora de um erro que muitas vezes sequer é dela, aceitar que um homem pode tratá-la como qualquer coisa só porque é homem e está apaixonado. Fora o fato de que uma mulher nunca pode dar as costas para um homem sem que ele lhe agarre o braço em sequência.

Como eu disse, os três primeiros foram aceitáveis para mim. Embora que, quando os dois homens de Cativado e Encantado descobriram o poder das outras mulheres, eles se sentiram traídos por não terem sabido logo de cara. Aloou! Alguém aí sai contando seus segredos para o primeiro ser humano que lhe sorri? Claro que não! E em Fascinado, quando é a Mel quem faz algo que o Sebastian desgosta, adivinha quem aparece feito cãozinho sem dono pedindo milhões de desculpas? Sim, a mulher. Afinal, como ela se acha no direito de agir independente, em uma situação que precisou pensar rapidamente?

Por isso que gosto da Nora atual. Pós anos 2000. Porque nessa época, ela pegou essa chatice de ser feminista e a considerou em 80% do tempo. Mas ainda tem muito o que melhorar. Só que como não é nenhuma literatura tipo Virgínia Woolf ou Jane Austen, a gente vai aceitando. Afinal, é só pra matar o tempo e perceber como precisamos mudar esses rótulos degradantes de nossa sociedade.

[RESENHA] 50 Tons de Cinza – Filme

Rendi-me aos tons de Gray

…e também vou embora para a Georgia.

Porque, olha, querid@… Não deu não.

“Sr. Grey vai vê-la agora”

Então fuja para as montanhas, benhê!

Eu não li os livros da trilogia “50 tons”. Mas, como a grande maioria, eu sabia que eles são uma fanfic de Crepúsculo e que teve nomes mudados e a retirada de mitologia. Há até diálogos transcritos, ali, perceptíveis para quem quiser ver. Como eu li a série Crepúsculo, eu os detectei no filme com facilidade. Assim como a coisa do “sou sem-sal, sem autoestima, me acho feia mas todos me acham linda demais” junto do “vou te rastrear e te observar sem você saber“. Mas deixando de lado os vampiros stalkers que brilham e a mocinha que só fica fodona quando se torna exatamente igual ao amado dela, voltemos aos tons de Grey.

A curiosidade em assistir ao filme “Cinquenta Tons de Cinza” veio porque, além da irmã maluca por todo tipo de entretenimento romântico, ouvi outra amiga, que confio no bom-gosto, dizer que tirando tudo o que é ruim o filme era bom e que os atores faziam com que ele valesse a pena (ou que ele alcançasse 02 estrelas, sejamos generosas, aqui). E devo concordar.

Jamie Dornan está excelente. Intenso. E tirando toda aquela pose de “eu sou bom, o resto é resto, façam o que eu digo, deem-me prazer, e o mundo que se exploda”, os olhos dele me fascinaram. E Dakota Johnson adquiriu aquele Q de sonsa que a personagem pede – e também a irritante mania de morder o lábio inferior umas trocentas vezes como descreve o livro. (Não sei como não arrancou aquele beiço fora, mas, enfim, voltando).

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Afora a performance dos atores e trilha sonora espetacular, não sobra nada no filme. Certo, tudo bem, até a metade do filme dá para assisti-lo sem sentir formigas no sofá. E uma vez que eu tentei enterrar a vontade de rir ao ter na tela uma mostra de erotização mal-feita do (também duvidoso) Crepúsculo, me prendi ao enredo – que não rende em nada.

Há tantos buracos na trama que se eu listar tudo aqui, vai ser cansativo. Personagens que não se mostram verdadeiramente e ficam num joguinho de “Eu sou assim” é um porre danado. Fora que dá para notar o olhar de “você é um doente idiota” que a Anastasia tem para o Grey quando ele começa a falar de BDSM, embora mostre gostar quando entram no famigerado quarto vermelho (sem falar da aprovação dela sobre ele ser stalker – já que ele é gostoso e rico demais para ser rotulado como stalker). E então o “doente idiota” se transforma em “sádico sexual”, uma vez que, ao fim, Grey mostra um nível diferente de BDSM que Anastasia não aprova (também, com a transformação de prazer em agressividade gratuita, quem gostaria?). E ele sequer se preocupa em dizer a ela o que vai fazer! Gente, será que li errado no Wikipedia ou BDSM precisa dizer essas coisas?

A única coisa mais tortuosa que o sexo de

50 Tons de Cinza é a escrita de 50 Tons de Cinza.

Devido ao diálogo que se limitava ao “Eu sou assim e blá blá blá, aceite o carro zero e as roupas novas, e blá blá blá, você é minha e blá blá blá”, a antes virgem se viu pressionada a aceitar um cara que era mais do tipo “foda-se as explicações verdadeiras, quero mais é ter meu prazer. Beijos e chicotes e até amanhã”. A única frase sobre BDSM que Grey falou e que eu gostei, foi o fato de que “o medo está na mente da Anastasia”. Que existem, sim, níveis suaves no BDSM que qualquer um  consegue ter acesso com uma simples digitação no Google (imagino eu que a autora dos livros leu apenas o primeiro parágrafo da primeira página que apareceu, porque, olha… sei lá, viu). E para quem pratica o BDSM desde os 15 anos, Grey se mostra extremamente indiferente com sua parceira depois de umas tomadas.

Ou seja, o que antes era tolerável até parte do filme, se transformou em “por que perdi duas horas com essa coisa?”. Mas, é como eu disse antes. Foi uma curiosidade. Entender por que tanta gente fala mal do livro. Bem, agora eu entendo. Tanto da parte de quem acha errado alguém se jogar em um relacionamento com um stalker controlador, quanto dos que defendem a bandeira do BDSM – aquele saudável, quando os parceiros conversam, falam exatamente tudo o que querem e como vão fazer, em vez de ligar o botãozinho do “mãos amarradas, vontades amarradas”.

E alguém que assistiu notou, ou foi apenas eu, o fato de que algumas (poucas!) das cenas boas eram exatamente as que não envolviam sexo de qualquer tipo? Como a entrevista (os olhares de Dornan me ganharam ali!), eles dançando (gostei porque mostra sensualidade e libertação da personagem – o que a dança também proporciona) e o passeio do avião em Georgia. Pois é… É isso que se consegue com trama ruim, enredo falho e falta de pesquisa por parte da autora: uma Bianca/Júlia/Sabrina versão abusiva.

Para mim, o único ponto positivo que livro/filme pode apresentar é que ele vem trazendo uma liberdade sexual para as mulheres que ainda se veem presas em muitos tabus machistas e misóginos. Fora isso… Obrigada, mas, não, obrigada.

Essa chatice de ser feminista…

 

Sexa-feira assisti ao filme Guerra é Guerra. Gostei. Uma comédia leve, com aventura e romance que arranca alguns sorrisos. Para quem não viu, Guerra é Guerra trata-se de um triângulo amoroso. Um  resumo para se entender:

Tuck está separado da (bela) esposa, com quem tem um filho. Ao que se nota, ele tenta manter a família da maneira que pode, afinal, um casal separado tem suas vidas para serem vividas separadamente. Então, ele decide seguir a vida e coloca seu perfil em um site de relacionamentos. FDR, seu amigo e com quem trabalha junto na CIA (sim, ambos agentes do governo), é o típico homem que nunca quis se comprometer com mulher alguma, sempre aproveitando a vida ao máximo. E temos Lauren, uma moça que trabalha em uma empresa que testa a qualidade de todos os tipos de produtos. E tudo vira aquela bagunça digna de comédias românticas quando ambos percebem-se interessados na mesma mulher. Então, eles fazem de tudo para descobrirem o que ela gosta e não gosta para a conquistarem. Enquanto, claro, tentam solucionar um crime.

Até aí tudo bem. Mas, então, eis que a linda e maravilhosa veia feminista da pessoa que vos fala (ou escreve, que seja..rs) começa a pipocar. Por quê? Porque temos dois homens lindos, que faria você virar o rosto para continuar a olhar se cruzasse com eles na rua, brigando por uma mulher comum. Dois “bons partidos” que fazem de tudo para ganhar a garota, até espiá-la vale, entrar em sua casa, ouvir suas conversas ao telefone, interferir em sua intimidade. Epa…Stalkers aqui!!! OK, não é para tanto… Os caras apenas estão tentando ganhar o prêmio…ops, o amor da bela jovem indefesa.

Mas, relevemos. É apenas um filme. Ninguém vai matar a garota ou fazer algo que ela não queira.

E temos ao fim outra situação que faz as feministas se revirarem no sofá. O fim do filme.

Depois de tanta “guerra” entre os bons moços, você torcendo que ela fique o Tuck (e isso não tem nada a ver dele ter um tentador sotaque britânico – que estranhamente é um ponto contra ele, para a personagem Lauren – ou olhos verdes, os lábios beijáveis…), afinal, foi ele quem a conheceu primeiro, ele que está querendo seguir a vida, ter um relacionamento legal com alguém e não apenas tratá-la como uma transa de uma noite, a linda vai lá e fica com o FDR. Afinal, ela teve “a noite” com ele. Sabe do que o garotão é capaz. Mas ela deve escolher o FDR, já que Tuck tem esposa e filho, e a situação certa é ele voltar com a esposa, ser a família perfeita e feliz. Separação? Divórcio? Isso não existe! Até que a morte os separe, não?

Não estou criticando o filme em si. Acreditem, eu realmente gosto de comédias românticas. Dão leveza às minhas tardes e ao meu humor. E, como eu disse uma vez, sou fã de clichês. Ah, sim… Há uma coisa bem legal que a amiga da Lauren diz no filme que achei super válido para qualquer relacionamento:

Eu percebi, então, com este filme, que meu olhar crítico tem aparecido com muito mais frequência por ser Feminista (algo um tanto novo e forte em minha vida). E agora eu vejo como é chato ser feminista. Chato para mim e chato para você, que não o é. Dá até para fazer uma lista dos motivos.

* Ser feminista é chato, porque você se incomoda muito mais com o machismo que antes não lhe parecia nada.

* Ser feminista é chato, porque as piadas agressivas não têm mais graça; fazer comédia com homofobia te faz torcer o nariz.

* Ser feminista é chato, porque ouvir que lugar de mulher é na cozinha te dá vontade de bater com um pau de macarrão.

* Ser feminista é chato, porque quando você cozinha algo gostoso, incomoda quando te dizem “já pode casar”.

* Ser feminista é chato, porque quando você assiste filmes como Guerra é Guerra, fica algo faltando; suspirar pelo FDR (personagem do filme) te parece errado e escolher o Tuck, todo certinho, faz parte (ou não).

* Ser feminista é chato, porque ver o fim “politicamente correto” dos filmes te incomoda.

* Ser feminista é chato, porque você se irrita com a Sansa, de Guerra dos Tronos, em vez de se irritar com o mundo que a moldou daquela maneira sonsa.

* Ser feminista é chato, porque você sabe que deveria entendê-la (Sansa) e não torcer pela Arya, Jon ou qualquer ser fora dos padrões.

* Ser feminista é chato, porque incomoda profundamente quando dizem que você bebe cerveja “como um homem” (afinal, mulheres bebem apenas vinho. Uma taça, por favor. Ah, sim, e caipirinha de vodca, pois cachaça é pra “homi macho”).

* Ser feminista é chato, porque você não entende porque a feminista não esconde os “romances de banca” que estão em sua estante, já que Feminista não lê livros no qual a “mocinha” necessita sempre de um “homem viril”. Mas você não entende que “romances de banca” não te torna mais e nem menos Feminista (a Literatura é sua, você faz o que bem entende com ela).

* Para você, ser feminista é sempre falar bem de Jane Austen, J. K. Rowling, Woolf, Clarice, Pagu… E se esquecer de Poe, Dumas, Dickens… além de crucificar Stephanie Meyer e E. L. James.

Ser feminista é chato porque não há um padrão a ser seguido, não há modelo. Ser feminista é chato porque você precisa pensar por si mesmo, e isso dá preguiça, cria anarquia. Ser feminista é chato porque isso vai fazer com que o mundo se torne cor-de-rosa (com todos os seus tons possíveis que somente mulheres conhecem). E ser feminista é chato porque isso acabará com os homens.

Contudo, o que mais torna o Feminismo chato é que a feminista incomoda. Ela fala. Ela conhece. Ela gesticula. Ela briga. Ela luta. Ou seja, ela fica chata. Não é fácil aceitá-la. Não é conveniente. Ela incomoda. Ela se incomoda. Então, nada mais justo de que dizer que é uma chatice sem tamanhos ser feminista.

Mas, cá entre nós… Eu simplesmente adoro ser chata.

 

08 de Março: sem flores e mais respeito

De uns tempos para cá, eu venho percebendo que há uma veia Feminista em mim. Ela sempre esteve lá, oculta por imaturidades, por falta de um estopim. Oculta por desconhecer por qual motivo determinados sentimentos e situações me eram muito incômodas.

Seis anos atrás conheci um grupo de pessoas que nunca pensei que fariam grande diferença em minha vida. Ah, sim, a gente nunca pensa que pessoas que conhecemos por internet se tornarão tão especiais. Ano passado, em nosso “aniversário” de cinco anos, nos encontramos em Porto Alegre. Foi um fim de semana maravilhoso, com cumplicidades, amizade e carinho que são imensuráveis. A ligação desse grupo vai além do que nos juntou.

Seis anos atrás, discutíamos sobre Harry Potter. Hoje, o assunto diverge e se amplia de maneira maravilhosa. Agora, falamos sobre Feminismo. Sobre minorias. Sobre maiorias. Sobre Direitos (com D maiúsculo), sobre Humanidade.

Hoje li um texto no Sul 21 de uma dessas amigas que respeito. Mas não é de hoje que sei do que ela diz. 

É realmente ultrajante transformar o 08 de março em um dia de flores e bombons. É ultrajante perceber que este mês foi marcado por tantas situações controversas. Hoje era para lembrarmos de mulheres que morreram por tantos anos, por, simplesmente, desejarem ser iguais. Desejarem direitos que qualquer ser humano deveria ter. Hoje deveria ser um dia que tudo pararia para as mídias emitirem que HOJE não haveria mortes por você não seguir o estereótipo homem/branco/hétero. Hoje você seria tratado como um ser humano, e, como tal, seria tratado igual e justamente.

Mas o que vemos são mortes no mundo inteiro, descaso com a vida. Vemos um mundo em que ser diferente é errado, é crime de morte. Vemos pessoas se preocuparem com o que os outros são, como se isso mudasse, de verdade, suas vidas. Pois não muda.

08 de março é, sim, um dia de comemoração. Pois comemoramos nosso primeiro passo, o qual foi realmente difícil de ser dado. E, por termos começado essa caminhada por Justiça e Direitos, 08 de março também é uma data que nos empurra cada vez mais para frente. Nunca esquecendo o que se passou, e sempre fortes para o que vai vir.

Não somos vítim@s. Somos lutador@s.

Somos mulheres.

Somos maioria.

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As marcações neste posts são de Blogs que sigo. Blogs Feministas sim, mas, antes de tudo, Blogs que prezam a humanidade como meio de vida. Vale muito a pena conferir e perceber que você não é @ únic@ que grita por igualdade.

Biscate Social Club

Blogueiras Feministas

Escreve, Lola, escreva

Citações #07: Luther King [em clima de Marcha das Vadi@s]

Ontem aconteceu em Santa Maria – RS a “Marcha das Vadias”. Para quem não sabe o que é, pode ter uma ideia através deste LINK. Há também uma Carta Manifesto realmente excelente de ler, de pouco mais de uma página, explicando porque marchamos, e que pode e deve ser lida tanto por homens quanto por mulheres.

E, entrando neste clima, coloco uma citação de Martin Luther King, um ativista que dispensa apresentação.



Uma das coisas importantes da não-violência 
é que não busca destruir a pessoa,
mas transformá-la. 

(1929 – 1968)