A nova e a velha…ou não tão velha, assim

Na enorme maioria das vezes, mudar de casa é algo muito bom. Claro que tem toda uma nóia do que deve ser realmente mantido, do que precisa ser dispensado, do que deve ser melhorado. Mas não sem antes toda aquela coisa do encaixotamento, transporte, receio de dar algo errado no meio do caminho (vai que tem uma pedra, por exemplo?!).

Nem por isso não o fazemos. Mesmo que a comodidade impere muitas vezes.

Mudar de casa, para mim, foi primeiro pela estética. Depois pelo que havia no interior (confesso que os cômodos daqui são mais legais que os da outra casa). Agora, simplesmente por me sentir mais à vontade em algo mais apresentável. Algo que eu consiga dar nome e chamar de meu. Sem um adendo do tipo “Essa é a Fulana, filha do Sicrano?”, sabe? Aqui eu não preciso dizer que o “Linhas e Pensamentos é da Lívia”, porque você pode encontrar esta casa procurando pelas Linhas e Pensamentos, ou só pela Lívia, mesmo. Pois eu sou tanto o Linhas e Pensamentos, quanto este blog é eu.

E antes que você pense que essa postagem é uma auto-afirmação, ou coisa do gênero, digo que eu quis apenas apresentar a casa nova e o motivo da mudança.

Então, bem-vindos! A casa é nova, sim, e a roupagem também. Mas a dona… Ah, com essa você não precisa ficar cheia de dedos.

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Sorria, Lola, sorria!

Depois de Lola correr para salvar seu namorado, ou então escrever para expor seus ideais, agora temos Lola sorrindo!

Lola é a cadela vira-lata de minha irmã, a qual ela adotou depois que seguiu tanto ela, quanto seu marido e o enorme rottweiller chamado Nero. Isso já faz cerca de quatro meses, e uma coisa muito engraçada que descobrimos acerca da Lola é que ela sorri! Sim, ela sorri! E não é nenhum leão americano bocejando!

Sorri quando chegamos, quando a chamamos… Se duvida, assista ao vídeo que fiz questão de gravar. (E o único que consegui sem ficar com visibilidade muito ruim… Fazer o que se ela nunca deixa? rs)

Tem como não se apaixonar por essa cadelinha que já entrou pra família?

Sobre releituras e um pouco de lorota

 Um livro nunca é o mesmo. E quando se diz algo assim, tenha certeza de que é a mais pura verdade. Não duvide. Cada leitura é única, mesmo que você leia o mesmo livro dez vezes. A cada vez, você terá uma percepção diferente, um entendimento variado e perceber que aquela frase que lhe passou despercebida nas nove vezes, te faz sorrir e perceber que são nas entrelinhas que estão as melhores coisas já ditas ou escritas. Mesmo num livro teórico você sorrirá, pois você conseguirá entender, finalmente, o que o autor quis dizer.

Eu leio por necessidade; escrevo para desafogar. Releio minhas leituras para entender melhor o que passou; leio meus escritos para torcer o nariz em desaprovação e melhorar cada vez mais.

Se alguém me perguntar quantos e quais livros já li, vou saber listar apenas os que estão na minha estante, em casa, ou na estante virtual do Skoob. Mas se você me perguntar quais reli e por quê, aí a situação já muda de figura.

Já reli livros que me fizeram chorar para chorar de novo e entender por que chorei. Já reli livros de mistério para, justamente, entender melhor aquele mistério. Já reli livros de terror, pois a vontade de sair correndo do quarto vazio e ir para a sala, na presença da minha mãe e da TV ligada, é uma torrente de adrenalina necessária. Já reli romance, pois gosto de sorrir bobamente, e já reli aquele livro que te deixa com vontade de dizer coisas sem pensar.

E já reli porque o danado do livro era bom demais!

No entanto, quando você pega um livro que te desanima, que ao fim da página só te fez suspirar aliviada por ter terminado – e que também estava ali, na cômoda, abaixo das páginas de estudo, escondido e esquecido -, como relê-lo? Ou melhor: por que reler? Talvez para entender melhor por que ele te desanimou, ou tentar entender o que há de errado. E então, quem sabe, você cria coragem de doá-lo, trocá-lo ou então dar um fim que ninguém tem coragem de dizer ou fazer?

Ultimamente estou com vontade de reler meus livros esquecidos e/ou cansativos. Entre eles, estão O Mundo de Sofia (que me fez largá-lo nas primeiras páginas), A Sorte de Morgan (cuja narrativa é lenta) e a Saga Crepúsculo.

Sim, Crepúsculo, o livro que muitos leram e, depois, morreram de vergonha de admitir. E como faço parte daqueles que, depois de algum tempo, sentem vontade de fazer uma fogueira com os quatro volumes, vou aproveitar minhas férias para isso. E você me pergunta: por que esse suicídio literário? Eu respondo: e quem disse que é suicídio? É apenas uma vontade de nova percepção sobre a Saga, o que ela mostra e, também, por que hoje ela me faz torcer o nariz. Fora o fato de eu ser do tipo que ainda possui preconceitos e despeito literários… E sinto muita vontade de saná-los.

Ou alguém que leu um livro há mais de dois anos se lembra detalhadamente por que não gostou dele e consegue apontar com maestria? Bem, eu não.

A questão é: o que alguns amigos vão dizer quando me verem ler um livro que joguei algumas pedras, ultimamente? Jogo a culpa na sem-sal da Kristen Stewart? Talvez cole…

Expectativa para "Territórios Invisíveis"

“O Sr. Thompson estava tão ansioso que mal aguentou esperar até o fim do dia. Assim que a tarde caiu, ele dispensou os clientes que tinham vindo conversar, seu ajudante lerdo e o moleque que fazia entregas. Afinal de contas, pensou, nem ele mesmo deveria estar ali. Desde que sua antiga botica se tornara uma pharmácia, o negócio pertencia ao seu filho mais velho e ele se dava ao luxo de viver da renda de suas casas de aluguel. Porém, a guerra levara Carlos para longe da capital, e isso obrigara o octogenário Sr. Thompson a retornar ao balcão lustroso, que ficava no andar de baixo do sobrado onde morara a maior parte dos seus anos.”

Hoje, finalmente foi divulgada a capa pela Editora Estronho. E devo dizer – como enjoada de capas que sou! – que esta é puro charme! A Editora está de parabéns!

Este é um livro que eu indico duplamente. Primeiro, porque a Nikelen é uma autora que a gente, quando começa a ler, não consegue parar; seus contos já publicados são impecáveis. Segundo, porque eu conheço o trabalho dessa autora que, hoje, é uma amiga muito querida. E, afirmo seriamente, que não há parcialidade alguma nos meus motivos de indicá-la. Além disso, depois de ter o imenso privilégio de ouvir os três primeiros capítulos de Territórios Invisíveis, garanto que minha ansiedade apenas aumentou – e está me consumindo nestes noventa dias finais de espera pelo lançamento!

A Saga, que conterá 4 volumes (o primeiro intitulado como Territórios Invisíveis), conta a história de cinco amigos que deverão resolver sombrios mistérios que os envolvem.

E para que vocês tenham um pequeno gostinho, segue a sinopse do primeiro volume.

Nem sempre os acontecimentos extraordinários irão manifestar-se para pessoas especiais. Por vezes, o que alguns chamam de Destino nada mais é do que uma coleção de acasos, selecionados pela sorte. Ou, pela falta dela.

A vida dos gêmeos Ariadne e Hector nada tinha de excepcional. A não ser, talvez, pelo desaparecimento da mãe, a historiadora Marina, há quatro anos. Porém, para quem vive nas grandes cidades (por vezes, até mesmo nas pequenas), este é um pesadelo que se pode encontrar em qualquer jornal. Assim, às vésperas de completarem 13 anos, os dois irmãos dividem seu tempo entre fugir da dor da perda, implicar um com o outro, atormentar o pai e conviver com os três melhores amigos: Neco, Leo e Camila.

Acontecimentos incomuns os rondam, se fazem próximos, embora ainda não perceptíveis. Então, quando o irmão mais novo de Leo é raptado, o extraordinário os arrebata. Os sequestradores do pequeno Mateus exigem a entrega de uma misteriosa caixa de segredos, não maior que um tijolo, entalhada com um sol com raios que vertem lágrimas – um sol que chora. A caixa foi construída de maneira a permanecer inacessível até que as peças que a formam, organizadas em quebra-cabeças, tenham seus segredos desvendados.

Reeditado, mostrando a capa aberta inteiramente e as datas de lançamento.

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09/11 – 58ª Feira de Porto Alegre, RS, com tarde de autógrafos às 15h.

24/11 – na bagunça literária entre as editoras Estronho, Tarja e Draco, SP (horário e local a serem confirmados)

25/11 – Biblioteca Viriato Corrêa, Vila Mariana, São Paulo (horário a ser confirmado)

Primeira Feira do Livro

De 13 a 16 de Junho aconteceu a Primeira Feira do Livro na minha cidade. Para uma primeira vez, eu a considerei ótima. Sei que não teve muito público, uma vez que Guaíra não é acostumada a sediar eventos de ordem Cultural e nem seus cidadãos são do tipo leitores – como muitos brasileiros. No entanto, devo tirar o chapéu para a organização do evento, que trouxe ótimos palestrantes.

O Evento focou tanto adultos quanto crianças e adolescentes, pois a programação teve tanto teatro infantil  durante o dia – utilizando contos infantis e juvenis – quanto palestras para o público adulto à noite. Não pude ir nas três primeiras palestras, comparecendo apenas na do romancista Menalton Braff, que ocorreu no sábado à tarde.

A de Celso Antunes, que ocorreu no primeiro dia, não era inteiramente de meu interesse, uma vez que continuar a percorrer os caminhos da Educação não está nos meus planos. Já a de Fernando Molica e Almir Klink foi uma pena ter perdido. A de Menalton foi uma deliciosa palestra que rendeu um ótimo bate-papo ao fim. Na palestra, ele falou sobre a necessidade humana da narrativa, seus desdobramentos e um exercícios de imaginação sobre os rumos da literatura narrativa. Claro que não houve como desviar o assunto dos romances escritos por Menalton.

Como escritora em aprendizado, concordei com muita coisa do que ele disse. Como amante da Leitura, tiro o chapéu também.

O interessante do que Menalton disse é uma das coisas que eu acredito, na qual qualquer um pode escrever.  No entanto, para se fazer Literatura – ou para que essa pessoa possa se chamar de escritor/autor – ele precisa, antes de tudo, LER. E depois conhecer sua Língua, saber que com ela se pode fazer inúmeras coisas. Falou-se também dos livros de auto-ajuda e que não são literatura. Afinal, Literatura nada mais é do que a ficção. Gostei bastante disso, uma vez que muitos confundem, chamando todos os livros de Augusto Cury, por exemplo, de Literatura Nacional. Cury é autor de Literatura, mas na maioria seus livros são auto-ajuda.

E uma vez que estava em foco essa discussão algum tempo atrás, perguntei a Menalton o que ele pensava sobre o fato de algumas pessoas quererem inserir livros de Literatura Contemporânea e também Fantástica nas escolas, para que esse tipo de Literatura possa ficar mesclada com a Literatura Clássica (como Machado, Guimarães Rosa e afins). Perguntei-lhe isso, também, pela falta de estímulo que os alunos têm quando vão ler na escola. Afinal, como se obriga um adolescente a ler Vidas Secas, um livro que pede um entendimento maior e melhor do aluno, quando esse mesmo adolescente tem um livro de Harry Potter ou Percy Jackson – e até mesmo Crepúsculo! – guardado na bolsa, esperando apenas o intervalo para voltar à sua leitura? E o aluno que não tem nem mesmo um gibi? Como fazer esse aluno ler Machado de Assis?

Menalton respondeu da mesma maneira que eu penso: que se deve respeitar a maturidade do leitor. Quer que um aluno de 17 anos leia Machado e entenda (o que é mais importante) o que o autor escreveu e como isso influencia a Literatura Mundial e, também, a Época Literária na qual foi escrita? Então, deve ser trabalhada a maturidade do leitor.

Meu professor me pediu que eu lesse Morte e Vida Severina no segundo colegial. Li. Não entendi. O que tinha a ver o título, afinal de contas? Mas, tudo bem, fiz a prova, e a nota foi um horror. Como a de todos daquela sala. E o que mais pegava nesse professor era que ele era de um entendimento tão amplo sobre Literatura que talvez nem ele sabia como que não conseguíamos tirar notas boas em suas provas “de livro”. E o danado só explicava o livro quando corrigia a prova. Aí que eu fui entender o motivo do título e tudo o que estava no livro, e então que consegui entender o teor de suas perguntas.

Dar um clássico de Literatura Luso-Brasileira para um adolescente ler chega a ser cruel se ele não entender o contexto histórico do livro, os significados literal e metafórico de suas palavras. Quer estimular? Comece conhecendo seu leitor. E, principalmente, comece você a ler.

Ah, sim… Algo que também foi muito legal foi o pessoal que organiza o Livros que Andam aqui em Guaíra ter um espacinho na Feira. E uma vez que os livros daqui ficam nos bancos espalhados pela cidade nas praças e no Lago Maracá, nada como ter um banquinho para os livros ficarem. E eu me senti na obrigação de pegar um arcador de página!

Espero sinceramente que essa Feira seja a primeira de muitas! E que meus concidadãos saibam aproveitar esse evento que só nos faz crescer. 

Sobre Política: uma esperança para a Educação

“A Educação é um processo permanente.
[…] é como um prédio:
você tem sempre que colocar um tijolo,
tem sempre que ‘tá melhorando.”

Quando Mercadante perdeu nas Eleições para governador do estado de São Paulo, eu e minha mãe lamentamos. Não sou filiada a nenhum partido, muito menos simpatizante. O que eu prego em Política é o bem-estar do cidadão. Somente isso. Uma vez que meu voto é responsável por colocar tais políticos em suas cadeiras estofadas localizadas em salas com ar-condicionado, me vejo no total direito de exigir melhorias em meu País.

Depois de um ano de mandato da Presidenta Dilma, Mercadante ganhou o título de Ministro da Educação. Fiquei feliz com isso, assim como minha mãe. E agora você me pergunta: por quê?

Antes de mais nada, trabalhar na área da Educação me abriu muitos horizontes. Não o financeiro, pois meu salário não é digno. Abriu-me a mente, a visão para este mundo que antes me parecia tão colorido e perfeito. “O Estado e os Professores fazem o possível, coitados”, eu pensava em minha vergonhosa ignorância. Se bem que o fato de eu ter excelentes professores, colegas educados em sala de aula e uma escola com infraestrutura decente, foi minha maior influência para tal pensamento.

O que vejo hoje é um Sistema falido, escolas e professores sem condições de sustentar a Cidadania, de preparar uma criança para a vida para além dos portões da escola. A vida é dura. E, quando ensina, é cruel. Alguns veem isso depois de muito tempo; algumas crianças já veem isso muito antes de conseguir diferenciar a letra G da letra C.

Por isso que eu digo que tenho esperança, agora que Mercadante está na dianteira da Educação. Para quem se lembra de sua propaganda política, pouco mais de um ano atrás, vai saber do que estou falando. Quem não se lembra, vale uma olhada nesse vídeo.

Lendo o artigo sobre política no Sul 21, lembrei-me na hora da proposta de Mercadante quando candidato. E embora ele não tenha adiantado “quais serão as linhas centrais de seu trabalho à frente do MEC”, fica minha esperança como cidadã e como profissional da Educação para que ele não se esqueça de suas propostas educacionais que, para muitos, podem soar utópicas. Mas, para mim, soam apenas como uma realidade que eu gostaria muito de presenciar.

Na dúvida: trance!

Depois de três meses sem atualizar o blog – e para mim o tempo voou que eu nem sabia que havia sido tudo isso! -, reapareço com uma dica de beleza. Uma dica de beleza que, como dizem internet afora, é “Old but Gold”.

Certo, sei que muitas já sabem dessas dicas, uma vez que povoou nossa rotina de maneira estrondosa por causa da Segunda Dama, Marcela Temer. A questão é que há muitos anos a trança vem sendo o penteado preferido das mulheres. E não apenas a trança comum. Ela sendo embutida, mista a coques, apenas uma parte… Como vemos nessa imagem retratando um penteado de 1870!

Mas, para mim, a trança continua sendo o penteado mais prático que se existe.

Em um país onde a temperatura tende a ser alta em 90% de seu território e em 359 dias no ano, um rabo de cavalo nem sempre é o ideal para, por exemplo, ir a um casamento. No entanto, faça uma bela trança e não precisa se preocupar com o calor ou se seu penteado não fará sucesso. Acreditem em mim: uma trança faz sucesso tanto no seu dia-a-dia profissional quanto se você for a um casamento.

Desde adolescente gosto de tranças. Primeiramente por ser o único penteado – além da escova/chapinha – que domava meu cabelo de maneira elegante. Segundo: por ser verdadeiramente prático.

Quando adolescente, na época em que esporte pra mim era tudo junto do meu cabelo comprido, eu vivia com rabo de cavalo e uma trança à tira-colo. Isso, quando não andava com minhas “amigas do time de basquete” com as famosas Maria Chiquinha.

Hoje nã utilizo mais a Maria Chiquinha. Porém, a trança faz parte da minha vida de tal maneira que até mesmo vídeos no Youtube eu procuro para inovar.

Vou a um churrasco com amigos e estou com preguiça de secar cabelo: trança. Vou trabalhar e, naquele dia, o cabelo amanheceu rebelde: trança. Vou a algum lugar e tenho vontade de estar elegante: trança. Mas afirmo que a embutida continua sendo minha preferida.

A questão é a seguinte: não importa onde você vá, como está seu humor ou o humor do seu cabelo. Trança sempre será uma boa pedida. Até mesmo se ela for do tipo “rebelde” como na foto abaixo.

Só digo o seguinte: se você se tornar uma expert em tranças, saiba que logo suas amigas pedirão para você fazer nelas. Não se preocupe com a prática, pois ela você adquirirá com os cabelos de sua mãe e irmãs. Sim, isso aconteceu comigo. Contudo, ainda continuo gostando e inovando tranças.