Citações #23: Clarice

Porque é sempre ela quem eu procuro nas horas de necessidade.
E nas horas mais verdadeiras.

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Citações #22: Churchill

Sempre tem aquela horinha em que você só fica zoneando pela internet. Gosto dessas horas para procurar algumas citações, quando não as pego de livros que estou lendo no momento. É quase uma atividade corriqueira que tem um tempo que eu não fazia. Essa de Churchill, por exemplo, é muito cara para mim, tanto por eu gostar de política como porque ela pode ser adaptada para outras situações – pois é, de novo o Selo Bela Gil de qualidade (risos). Mas, novamente, veja se não estou certa (de novo)!

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Neste caso, eu sugiro experimentar um livro. Com Harry Potter, por exemplo, eu morri ao menos sete vezes.  E não foi nada fácil…

Citações #21: C. S. Lewis

Algumas citações são tão precisas em determinadas fases de nossas vidas, que é até espantoso (me pergunto se é exatamente por isso que muitas pessoas acreditam em horóscopo e essa coisa toda de mapa astral). E enquanto vou produzindo a sequência de um romance (sendo que o primeiro ainda está em trâmites de seleção), me deparo com C. S. Lewis. E muito do que estou escrevendo (e até vivendo, vale dizer) pode se resumir a essas palavras tão simples e verdadeiras:

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Citações #19: Luís Fernando Veríssimo

…e um tequinho de crônica.

Ler livro é um ato comum. Qualquer pessoa alfabetizada e minimamente capacitada fisicamente consegue abrir um livro e passar as páginas. O extraordinário é quando o interpretamos; quando enxergamos nas entrelinhas por que o autor escolheu tal palavra. Talvez como fator ambíguo? Talvez para fazer o leitor, justamente, duvidar do que acontece?

Desde que me formei em Letras, eu tenho um carinho especial pela Língua Portuguesa e, de maneira especial, por sua sintaxe tão permissiva. Pois é como nos diz Veríssimo:

A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios.
Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo.
Por exemplo:
dizer “escrever claro” não é certo, mas é claro, certo?

Ultimamente, eu tenho me libertado de muitos preconceitos linguísticos arraigados pela norma padrão da gramática. A leitura foi muito importante para isso, mas mais libertador foi o fato de eu começar a escrever literatura. De eu também tentar escrever claramente, ou escrever com ambiguidade. Escrever pensando que são pessoas ali falando, e não meros robôs, além do fato de que não serão robôs que o lerão. E percebo que isso apenas enriquece o texto, mostrando personalidades. Pois nós conhecemos um personagem tanto pela maneira com que ele age – o que o autor nos descreve -, como pela maneira que ele fala.

É muito bom conseguir enxergar isso no texto alheio. Mas tão bom quanto é enxergar no seu. Quanto à sintaxe? Deixo ela pros gramáticos.

Citações #18: Franz Kafka

Sobre anjos e demônios e histórias que enfim terminam e outras que nascem. Afinal, não é sobre isso que tudo se trata?

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Nunca mais deixo o diário. Aqui é que eu tenho de me firmar, porque só aqui é que o posso fazer. Bem gostaria de explicar o sentimento de felicidade que de vez em quando, como agora, tenho em mim. É de fato qualquer coisa de efervescente que me enche completamente de um tremor leve e agradável, e que me convence da existência de capacidades de cuja inexistência nem me posso convencer com toda a certeza em qualquer momento, mesmo agora. 

 Franz Kafka, in ‘Diário (1910)

Citações #17: Sam Bellow

Já contei duas histórias. Ambas para poucos. Uma saiu sem que fosse considerado fatores históricos. Há estereótipos que se encontram em qualquer livro de romance água-com-açúcar. Ali não há outra influência que não essa. A outra é carregada de influência. Muitas que carrego desde menina. Muitas que me transformaram no que sou hoje. Esta, embora eu saiba que é regular, precisa ser melhorada. Afinal, ninguém gosta de autobiografias de pessoas que não brilharam na TV.

Mas houve também uma terceira… Bem, ela está andando bem, obrigada. Tem influências globais, não apenas pessoais. Sim, as pessoais persistem. Não há como fugir delas. Assim como não há como fugir de sombras e de seu passado.

A ficção é a maior autobiografia. 

Sam Bellow

(Fonte: @AdviceToWrither)