O tempo e o Tempo

A gente adora culpar o tempo. E em muitas vezes até lhe damos tamanha importância que o tratamos assim, Tempo, com um supervalorizado tê maiúsculo. Mas eu sempre preferi tempo, mesmo, como uma tentativa de mostrar a ele que quem manda sou eu. O problema é que, infelizmente, eu não tenho tanta autoridade assim, e o Tempo sempre mostra aquele sorrisinho sarcástico que me faz querer lhe estapear. Só que Tempo não tem rosto nem corpo, assim como o tempo. 
 

Hoje é um dia especial. Daqueles em que o tempo passa despercebido, enquanto o Tempo insiste em manter seu sorriso, seu poder e força. Neste caso, ele tem mesmo. E talvez seja justamente por isso a nossa valorização para com o Tempo. Ele que cura as feridas e também fortalece amores sinceros, mandando embora medos e futilidades da vida que não conseguimos enxergar. Pois passaram-se três anos desde que minha sobrinha nasceu, e ainda lembro daquele dia como se fosse ontem. E percebo como o amor que sinto por ela, e que eu nem sabia que um dia seria capaz de sentir, só aumenta.

E para perpetuar ainda mais aquele 18 de fevereiro, e ainda sentindo o frescor que se manteve até hoje, deixo aqui meu amor de 2014 (e além!) em letras:

A carinha ainda está inchada, coisa de bebês com poucas horas de vinda ao mundo.
Os olhos mal enxergam o que está à sua frente, mal distingue os sons e chora para voltar ao aconchego da barriga da mãe. No entanto, tudo o que pode fazer é manter a carinha de brava que apenas nós conseguimos ver e que lembra muito a da mamãe Thaís, o punho erguido como se desafiasse e um amor que chega a transbordar.
Não importa se são apenas 3,7 kg com 48 cm. Parece pesar toda uma vida, atingindo um tamanho infinito que vem, força delicadamente e fica sem nem fazer estrago, enchendo tudo o que é ruim e difícil com beleza, paz e um amor que ninguém sabe de onde vem. Só se sabe que está lá. Completando. Emocionando. Fazendo-nos desejar sermos melhores em tudo.
Dádiva de nossas vidas, amor eterno e paixão que veio se alojando vagarosamente até criar raízes tão profundas que, se forem arrancadas, nos matarão. E, isso, tendo apenas nove meses de útero e três horas de mundo.

Melissa, seja bem-vinda! Sua tia Lívia te ama.

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