Citações #19: Luís Fernando Veríssimo

…e um tequinho de crônica.

Ler livro é um ato comum. Qualquer pessoa alfabetizada e minimamente capacitada fisicamente consegue abrir um livro e passar as páginas. O extraordinário é quando o interpretamos; quando enxergamos nas entrelinhas por que o autor escolheu tal palavra. Talvez como fator ambíguo? Talvez para fazer o leitor, justamente, duvidar do que acontece?

Desde que me formei em Letras, eu tenho um carinho especial pela Língua Portuguesa e, de maneira especial, por sua sintaxe tão permissiva. Pois é como nos diz Veríssimo:

A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios.
Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo.
Por exemplo:
dizer “escrever claro” não é certo, mas é claro, certo?

Ultimamente, eu tenho me libertado de muitos preconceitos linguísticos arraigados pela norma padrão da gramática. A leitura foi muito importante para isso, mas mais libertador foi o fato de eu começar a escrever literatura. De eu também tentar escrever claramente, ou escrever com ambiguidade. Escrever pensando que são pessoas ali falando, e não meros robôs, além do fato de que não serão robôs que o lerão. E percebo que isso apenas enriquece o texto, mostrando personalidades. Pois nós conhecemos um personagem tanto pela maneira com que ele age – o que o autor nos descreve -, como pela maneira que ele fala.

É muito bom conseguir enxergar isso no texto alheio. Mas tão bom quanto é enxergar no seu. Quanto à sintaxe? Deixo ela pros gramáticos.

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