Conselhos… Conselhos por todo lugar!

Comentei um tempo atrás, em uma postagem no Facebook (não me lembro se foi em Timeline ou num grupo de amigos), sobre os muitos conselhos para autores principiantes que a gente encontra na internet – sem falar dos muitos livros que existem por aí. Autores que têm um livro publicado, e por sorte conseguiu torná-lo um Bestseller, não importando se é do New York Times ou da Revista Veja, já saem palestrando como se fossem um Stephen King.

O interessante nesses “conselhos” é que muitos deles carregam um ar arrogante. Se você viajar pela blogosfera de autores brasileiros (digo brasileiros, pois meu inglês é de um nível mediano demais pra eu me aventurar em blogs em inglês – afinal, esse tipo de autor mestre há em todas as línguas), vai entender do que estou falando. Não desmereço em absoluto o trabalho da pessoa como autor/autora. Cada um tem sua capacidade, cada um tem seu modo de contar histórias que atraem diversos grupos aqui no Brasil e fora dele. Mas o que não gosto é a pessoa se auto-colocar num pedestal porque é o mais vendido do Brasil ou porque conseguiu, como disse, ser um bestseller em sua primeira obra.

Sabe-se que o trabalho do autor não é fácil. Primeiro porque precisa encontrar tempo para escrever em meio à correria do dia-a-dia. Tem gente que trabalha em horários absurdos, outros que tem família, filhos pequenos… Coisas que tomam tempo mesmo que a gente não perceba. Eu ainda estou no início dos tijolinhos amarelos, vai demorar pra conseguir chegar no destino final. E, enquanto isso, a enxurrada de “conselhos” caem como uma chuva de granizo na Sibéria. Chega a ser irritante, sério.

 

Se você ler bons livros, quando escrever, bons livros sairão de você.

No entanto, um site que gosto muito de visitar é o Advice To Writers, do autor Jon Winokur, o qual também sigo no Twitter. Ali não tem apenas as opiniões de Winokur, mas a de outros autores – tanto mortos quanto vivos! Frases soltas que cabem a todos os autores, iniciantes ou não, independentemente da maneira que sua obra esteja.

Outras opiniões que levo em consideração são de pessoa que já tem publicações e, por uma alegria do destino, são amigas pessoais. Talvez eu respeite essas opiniões mais do que qualquer produtor de Bestselleres.

Eu terminei duas histórias há umas semanas – ambas enviada para concursos. Mas, depois que mandeis as gracinhas, percebi que elas estão incompletas. E o site Advice To Writers (mais minha mente estranha que nunca para de questionar com o indecente “e se…”) me mostrou muito isso. E também mostrou que estou no caminho certo. Isso é legal. Ainda mais para mim, que comecei a escrever como diversão, depois como hobby e, finalmente, como algo que quero que os outros vejam.

Não quero me tornar um bestseller. Por enquanto, me contento tranquilamente em obter a aprovação de poucos leitores que respeito. Talvez seja por isso, por essa falta de necessidade de querer provar a esse mundo apocalíptico que é o editorial, que eu simplesmente me irrito com o modus operandi de alguns autores que se sentem mestres. E não são. Sinto muito, mas não são.

E enquanto isso, sigo os conselhos do Winokur. Pois seus advices to writers é realmente algo a se considerar. Mesmo que você já tenha sua bagagem bestseller na conta do banco.

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