Elucubrações e Releitura

Feriado, cachorro cuidado (embora que passear, depois de se assustar com os primos Nero e Lola – que por sinal é muito agressiva, diga-se de passagem!), hora de ler um livro. Talvez um dos mais de vinte que estão sem ler (coisa de quem gosta de promoções e comprar algo sempre que tem um dinheiro sobrando). Mas olhos vão, olhos vêm, e o escolhido é aquele que já foi lido, adorado e que só espera por uma releitura.

Leio então o primeiro capítulo, cujo teor, apesar de ser sabido, continua a provocar tensão. Os personagens se apresentam, e apesar de saber que eles não serão vistos novamente (com exceção de um ou dois, mas isso não vem ao caso), os nomes marcam. O segundo capítulo vem, com seus personagens novos e que serão os guias das próximas páginas, e também chega o terceiro capítulo. E é aí, lendo pela terceira vez, que você para e volta para o capítulo um.

Sabe que a autora do livro não é alguém que pesca nomes em uma cumbuca do além. Nomes, para ela, são escolhidos de maneira inteligente, preparada, pensada. Vê-se pelos nomes dos personagens principais (e novamente, isso não vem ao caso). No entanto, tem um nome jogado ali. Tanto no primeiro capítulo quanto no terceiro. E o fato de saber que nomes são importantes, você para e pensa, começando a cogitar coisas que somente os próximos livros – ou até mesmo sua releitura – poderão explicar. Ou, quem sabe, uma conversa com a autora…

O nome de batismo é o mesmo: Fausto. Muda-se o sobrenome. Mas talvez seja normal, afinal, a diferença de tempo entre o primeiro e o segundo nome é de 110 anos. O primeiro é “de Abarca”. O segundo, que é doutor, é “Corte Real”. E você, um leitor desavisado e desejoso de conspirações literárias, fica se perguntando por que cargas d’água a autora repetiu o nome. Pois sabe que ela não tirou esse nome de uma cumbuca…

O primeiro, o “de Abarca”, aparece de uma maneira suspeita – embora o capítulo 1 do livro já seja todo envolto em suspeitas.

Já o segundo, o doutor “Corte Real”, é citado com empolgação por Eduardo, pai de dois garotos (que fazem parte do grupo de personagens principais).

Ah, esse feriado… Se ele não me matar de preguiça, me matará de interesse por essa escolha de nomes.

Nikelen Witter e seus Territórios Invisíveis ainda farão minha cabeça entrar em parafuso com elucubrações nessa releitura…

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