Sobre releituras e um pouco de lorota

 Um livro nunca é o mesmo. E quando se diz algo assim, tenha certeza de que é a mais pura verdade. Não duvide. Cada leitura é única, mesmo que você leia o mesmo livro dez vezes. A cada vez, você terá uma percepção diferente, um entendimento variado e perceber que aquela frase que lhe passou despercebida nas nove vezes, te faz sorrir e perceber que são nas entrelinhas que estão as melhores coisas já ditas ou escritas. Mesmo num livro teórico você sorrirá, pois você conseguirá entender, finalmente, o que o autor quis dizer.

Eu leio por necessidade; escrevo para desafogar. Releio minhas leituras para entender melhor o que passou; leio meus escritos para torcer o nariz em desaprovação e melhorar cada vez mais.

Se alguém me perguntar quantos e quais livros já li, vou saber listar apenas os que estão na minha estante, em casa, ou na estante virtual do Skoob. Mas se você me perguntar quais reli e por quê, aí a situação já muda de figura.

Já reli livros que me fizeram chorar para chorar de novo e entender por que chorei. Já reli livros de mistério para, justamente, entender melhor aquele mistério. Já reli livros de terror, pois a vontade de sair correndo do quarto vazio e ir para a sala, na presença da minha mãe e da TV ligada, é uma torrente de adrenalina necessária. Já reli romance, pois gosto de sorrir bobamente, e já reli aquele livro que te deixa com vontade de dizer coisas sem pensar.

E já reli porque o danado do livro era bom demais!

No entanto, quando você pega um livro que te desanima, que ao fim da página só te fez suspirar aliviada por ter terminado – e que também estava ali, na cômoda, abaixo das páginas de estudo, escondido e esquecido -, como relê-lo? Ou melhor: por que reler? Talvez para entender melhor por que ele te desanimou, ou tentar entender o que há de errado. E então, quem sabe, você cria coragem de doá-lo, trocá-lo ou então dar um fim que ninguém tem coragem de dizer ou fazer?

Ultimamente estou com vontade de reler meus livros esquecidos e/ou cansativos. Entre eles, estão O Mundo de Sofia (que me fez largá-lo nas primeiras páginas), A Sorte de Morgan (cuja narrativa é lenta) e a Saga Crepúsculo.

Sim, Crepúsculo, o livro que muitos leram e, depois, morreram de vergonha de admitir. E como faço parte daqueles que, depois de algum tempo, sentem vontade de fazer uma fogueira com os quatro volumes, vou aproveitar minhas férias para isso. E você me pergunta: por que esse suicídio literário? Eu respondo: e quem disse que é suicídio? É apenas uma vontade de nova percepção sobre a Saga, o que ela mostra e, também, por que hoje ela me faz torcer o nariz. Fora o fato de eu ser do tipo que ainda possui preconceitos e despeito literários… E sinto muita vontade de saná-los.

Ou alguém que leu um livro há mais de dois anos se lembra detalhadamente por que não gostou dele e consegue apontar com maestria? Bem, eu não.

A questão é: o que alguns amigos vão dizer quando me verem ler um livro que joguei algumas pedras, ultimamente? Jogo a culpa na sem-sal da Kristen Stewart? Talvez cole…

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