Minha primeira viagem por "Territórios Invisíveis"

…a qual será um tanto parcial.

Uma coisa é certa a meu respeito: quando eu anseio muito por um livro e o bendito chega às minhas mãos, eu não consigo descansar até terminar de lê-lo… Se ele me desiludir totalmente, mesmo o tendo ansiado, deixo de lado sem pensar duas vezes. Contudo, quando o livro atende e até excede minhas expectativas,  leio-o em no máximo dois dias. Territórios Invisíveis chegou para mim na sexta-feira (26/10), pois o adquiri em pré-venda. Desde então, só me desgrudei do livro por motivos de força maior – como, por exemplo, a festa de aniversário do meu cunhado. Portanto, fui terminar de lê-lo apenas hoje. Certo que dois dias não servem para absorver o livro como é devido (na verdade, cada [re]leitura é uma descoberta, hão de concordar comigo), mas deixarei  minhas impressões da primeira vez que viajei por territórios invisíveis.

Antes de tudo, devo dizer o quão especial e maravilhoso foi ter o livro da Nika em mãos. Fiquei sem palavras ao pegar o livro, ansiosa, cheia de expectativa. E emocionada. Emocionada ao ver uma amiga, que se tornou tão querida em pouco tempo, realizar o sonho de escrever seu primeiro romance – e que é o primeiro volume de uma saga de quatro. Ver a foto dela na orelha do livro, toda charmosa, a capa bem feita, a diagramação em requinte, as artes… Ah, as artes de Carlos Rocha que passam uma vivacidade sem igual às narrativas e descrições da Nika.

Hoje vou dar minha resenha mais parcial que qualquer outra. Por isso mesmo até prefiro não classificar este comentário como resenha. Seria errôneo de minha parte. Contudo, a excitação, o encanto, a admiração das amarras impecáveis que a Nikelen conseguiu produzir em Territórios Invisíveis nada têm a ver com o fato de sermos amigas.

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Ilustração do livro

Esperar por Territórios Invisíveis já criou uma aura de expectativas que só seriam sanadas com um livro impecável. Ao menos comigo sempre foi assim. Conhecer a maneira da Nikelen escrever desde suas fanfics de Harry Potter aumentava a responsabilidade que – com certeza – meio que colocávamos nela. Dizermos a ela o tempo todo “Nika, quero TI logo!” ou então “Só um spoiler, Nika, por favor!” acho que fazia nossa amiga ficar com maior expectativa em nossas impressões ao ler seu livro do que nossa real expectativa em ter uma história nova a ler, um mundo novo a desvendar. Um território invisível que somente ela poderia nos proporcionar e mostrar.

A Nika sabe, me conhece o bastante, para saber o quanto eu sou cri-cri quando algo não me agrada. Uma pequena falha, um erro bobo, pode colocar todo um livro a perder, para mim. Afinal, depois de tanto tempo, ainda critico e não engulo aquele lance de “Accio Hagrid” ou “Accio livros sobre Horcruxes” no último livro de Harry Potter – mesmo que nossos amigos em comum idolatrem Rowling e digam isso ser irrelevante em uma saga extraordinária; mas não é Rowling ou HP que vêm ao caso. E mesmo que  Territórios Invisíveis possua alguns erros de digitação, em nada desabona a história. No entanto, gostaria muito que no próximo livro a Editora revisasse com mais atenção (adendo de 2016 – o livro está sendo trabalhado por outra editora para ter sua segunda edição!).

Durante as 366 páginas do livro, a tensão está em toda parte, assim como o suspense, o medo, a ansiedade e, como não poderia ser diferente, a ironia e a comicidade. Algumas vezes eu ri de nervoso, outra por achar as tiradas engraçadas.

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Os cinco personagens do livro ganham nosso carinho rapidamente. Os gêmeos Ariadne e Hector, com suas personalidades diferentes, mas de uma maneira que se completam; Neco, com sua racionalidade que é tanto boa quanto ruim; Leo, com sua vida sofrida, mas uma coragem e determinação admiráveis; Camila, retraída, tímida, misteriosa. Não me estenderei a outros personagens importantes e definitivos para a história, pois seria cansativo. Na verdade, gostaria muito de ler mais sobre o pessoal do Pentesileia e espero que eles apareçam nos próximo volumes – ou, quem sabe, em um conto ou outro sobre suas aventuras?

Territórios Invisíveis é um livro impecável. É tudo o que eu esperava e mais. E o final, cheio de coragem, amizade e valores que estamos tão carentes só me fez admirar esses personagens criados tão carinhosamente. Mas como não é só de amizade e valores que se vive uma ótima literatura, digo, apenas para incitar aos futuros leitores, que a frase final, cheia de mais suspense e expectativa, só me faz ansiar, novamente, para o segundo volume da Saga Territórios Invisíveis.

Como eu disse à Nika, reafirmo aqui. O final de Territórios Invisíveis, aquela frase final, só me encheu de faniquito! Impecável! Sou fã da Nikelen Witter, mesmo antes de ter TI em mãos. E, por ser fã, conhecer seus escritos e do que ela é capaz de colocar em uma folha de papel, não esperava menos que falta de fôlego, ansiedade, excitação, nervosismo, tristezas e alegrias. Nika, você merece toda a nossa admiração e orgulho!

E é levemente parcial e com um fim bajulador e carinhoso, que termino esse comentário/resenha. Porém, peço que não o desmereçam, pois, apesar de tudo, sou uma chata no que concerne leituras. E hão de concordar que, se o livro não fosse tão maravilhoso assim, eu colocaria apenas um comentário mais simples, com uns brilhos aqui e acolá, mas sem tanto carnaval, apenas para agradar uma amiga. (acreditem, já balancei amizades com minha sinceridade às vezes crua demais).

Página de Territórios Invisíveis no Facebook: LINK

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2 comentários sobre “Minha primeira viagem por "Territórios Invisíveis"

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