Livro versus Filme: "Príncipe Caspian"

Uma das coisas que gosto de fazer é ler um livro quando descubro que algum filme baseou-se nele. Fiz isso com O Silêncio dos Inocentes e adorei! Além de ler um livro por curiosidade por saber que ele inspirou um filme. E uma vez que (quase) me cansei de assistir Crônicas de Nárnia graças à TV paga, quando peguei o livro de C.S. Lewis, volume único, esperava algumas coisas nas páginas.

Porém, como alguns sabem, obviamente há diferenças nas adaptações.

Em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, adorei a adaptação feita para o cinema. Eles respeitaram praticamente tudo o que há no livro de Lewis. Contudo, em Príncipe Caspian, houve falhas que eu, como defensora de livros adaptados, não gostei. Talvez isso seja por ser fã da Saga Harry Potter, mas isso não vem ao caso, e seria assunto para outro post.

Primeiramente, devo dizer sobre a cena inicial dos irmãos Pevensie na estação de trem. Não há brigas infantis! Não há cobranças por não terem voltado à Nárnia ainda, e nem dizeres sobre o que acontecera (mas isso é entendível pelo fato de precisar de um gancho para os que apenas assistem aos filmes e não se lembra de muita coisa.) Por aqui, tudo bem. O ruim está depois.

O que é óbvio no livro é que, quando os Pevensie voltam a Nárnia, eles se sentem como antigamente: mais maduros, suas experiências voltam à memória – tanto é que Edmundo vence tranquilamente o anão Trumpkin em um duelo de espadas e Susana consegue acertar tranquilamente uma flecha num alvo realmente distante -, há magia incitando-os e eles se sentem novamente responsáveis por aquele mundo. No livro não há essa guerra infantil entre Caspian e Pedro sobre quem manda mais. O Pedro do livro entende a posição que Caspian conseguiu perante os narnianos e a respeita. O duelo entre Pedro e Miraz – que no filme mostrou-se incrivelmente melhor que no livro, devo dizer – acontece entre eles por ser natural, uma vez que Caspian não poderia enfrentar o tio por estar ferido (embora entenda-se no filme que ele não luta por ser seu tio, e Pedro ser o Grande Rei).

Mas, em minha opinião, o que mais pecou foi a invasão ao castelo de Miraz. Isso não acontece no livro, e, honestamente, essa passagem torna o Pedro um arrogante e metido à besta, o que não é realmente verdade. Há mortes desnecessárias e estupidez por parte de muitos. Miraz não queria propriamente acabar com os narnianos em toda essa guerra, queria apenas matar Caspian para que este não alcançasse o trono.

O que não gostei foi a transformação de Lúcia e Susana no livro. A primeira não mostrou-se muito depois que encontram Caspian, já Susana ficou praticamente apagada. Não há um ar de romance em momento algum entre ela e Caspian, e ela mostrou-se de tal maneira medrosa e enjoada que difere totalmente da Susana de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa ou da Susana do filme que quer lutar e deixa Lúcia sozinha à caça de Aslam.

Resumindo: nesta luta entre livro versus filme, fico com o livro. Afinal, eu não engulo a arrogância barata de Pedro e sua briguinha de “eu quem mando” com Caspian, e nem com o “corre-corre” atrás de Aslam. Prefiro o livro, no qual as personagens não perderam suas características pela vontade de um diretor.

Embora a Susana tenha continuado uma chata enjoada. Ou uma digna adolescente!

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