A queda dos anjos e o crepúsculo do mundo

De tudo o que já vi, ouvi e li sobre o Apocalipse, considero Eduardo Spohr o meu favorito. Sua narrativa é única, tensa, detalhista.


Deus é a totalidade do universo, a compreensão do infinito.
Ele é a pura bondade, o amor irrestrito e a aceitação do desigual.
Na ciranda dos sentimentos, o amor é o mais grandioso,
porque reúne uma mistura de sensações convergentes,
tais como paixão, a amizade e o respeito.
Página 483

Tendo como cenário o Rio de Janeiro, Ablon, o Primeiro General, vive entre os homens após ser expulso do paraíso. Durante milênios, teve como principal companheira a solidão, pois esta é a sina de um Anjo Renegado. Mas, no decorrer de sua vivência na Terra, conheceu pessoas de todos os tipos: desde cruéis mercadores de escravos à sua adorada e terrena amiga, Shamira.

A principal característica deste livro, o que mais me chamou atenção e, com certeza, o que me fará relê-lo, é a capacidade de Eduardo Spohr transformar um tema tão batido em algo extraordiariamente maravilhoso e dantesco. As nuances desta obra de ficção é o que nos leva a um fim épico.

Nos muitos anos entre os homens de barro, Ablon vivenciou várias histórias, as quais o transformaram no verdadeiro herói de toda essa batalha. Muitas dessas histórias de tirar o fôlego; muitas que nos fazem nos apaixonar pelas personagens principais.

Já disse em um comentário anterior que, para mim, nada como a verossimilhança em obras de ficção para nos fazer apertar o livro com mais força em momentos de tensão. E em “A Batalha do Apocalipse” não há como negar essa característica. Entre fatos históricos e mitologia, Spohr nos presenteia com uma literatura fantástica sem comparações. Há tensão do começo ao fim, um romance delicioso que se desenrola durante anos e uma filosofia que em nada pretende apregoar o bom-mocismo.

Como religiosa que sou, meu queixo caiu em muitas revelações ficcionais desse livro. Como amante de Literatura, meu pensamento foi único: INCRÍVEL! Porém, não vou me prender à religiosidade da obra, pois sei que não foi para isso que ela foi escrita. Só repito que, dentre muitas explicações e narrações sobre o Fim dos Tempos que li, A Batalha do Apocalipse encima minhas favoritas com real destaque.

Resumindo, A Batalha do Apocalipse: da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo é tanto um livro de ficção como verdadeiro; um livro de suspense que me fez apertar o livro um pouco mais forte por causa da tensão (a capa está levemente amassada, pobrezinho); um livro de romance que me fez sofrer e torcer e sorrir; um livro real, filosófico e – por que não? – cheio de tabus religiosos que colocaria minha mãe religiosa maluca!

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2 comentários sobre “A queda dos anjos e o crepúsculo do mundo

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