Livro, o Audaz Guerreiro

Minha intenção era postar este post no Dia Nacional do Livro, sábado, 29. Por motivos de força maior (leia-se “chuva e relâmpagos de assustar os mais audaciosos”), não o consegui, e domingo foi dia de concurso seguido de tarde cansativa. Como não queria ficar sem postar, faço-o hoje. Espero que o atraso não desgoste a leitura.

Tereis um livro na mão:
O livro — esse audaz guerreiro
Que conquista o mundo inteiro
Sem nunca ter Waterloo…

[…]

Oh! Bendito o que semeia
Livros… livros à mão cheia…
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe — que faz a palma,
É chuva — que faz o mar.

[…]

Num poema amortalhada
Nunca morre uma nação.
Como Goethe moribundo
Brada “Luz!” o Novo Mundo
Num brado de Briaréu…
Luz! pois, no vale e na serra…
Que, se a luz rola na terra,
Deus colhe gênios no céu!…

 Neste Dia Nacional do Livro, fico com o poema de Castro Alves, O livro e a América, para exemplificar – através dessa pequena edição – a real importância de um livro. E parafraseando um personagem de filme: o livro é a prova que a mente do homem abandonou as Trevas e seguiu a Luz do Conhecimento.

O Livro sempre esteve presente na minha vida, seja lido por minha mãe quando eu ainda era pequena, seja lido obrigatoriamente na escola. Hoje não leio por obrigação. Leio por prazer, diversão… Um mundo inventado por outro no qual eu posso mergulhar sem hesitação. Pensando bem, graças a ele, hoje mergulho em meu próprio mundo.

Até hoje me lembro da coleção de livros de Contos de Fadas, dividida em estações: Livro Primavera, Livro Verão, Livro Outono, Livro Inverno. Minha mãe não os lia nesta sequência. E as histórias de terror que crianças de sete anos podem ouvir eram contadas no verão, enquanto as de amor, no inverno. Era gostoso ficarmos enroladas na coberta, feito conchinhas, enquanto minha mãe desenrolava a história de uma maneira emocionante.

Graças a tudo isso, hoje agradeço pelos livros que se passaram em minha vida, sem os quais muita coisa não teria acontecido. (E sim, isso é pra vocês, meus queridos e Luminosos, amigos!)

Aos livros da minha estante, que ainda são poucos; aos da biblioteca pública, que me renderam vários mundos e conhecimento; aos livros obrigatórios em sala de aula ou vestibular, que foram os principais responsáveis pela minha formação, pelo meu vício, pela minha cultura… Muito obrigada!

E espero que o Dia Nacional do Livro tenha sido especial para todos, independentemente do especial!

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