Ladrões de almas

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O crepúsculo fazia as sombras tomarem formas engraçadas. Estranhas, para falar a verdade. Até certo ponto, um pouco surreal. Como se ganhassem vida naquele cômodo de paredes nuas. Os olhos acompanhavam a mudança das formas como se assistissem a um filme de enredo complexo, cujo personagem principal se enroscava, lutava, amava, ia embora, e tudo isso em tantos momentos que os encontros logo se transformavam em desencontros, amores em indiferenças, paixão em ódio. Por um lapso de realidade, jurou ter visto a si mesmo naquelas sombras. Mas foi só um lapso.

Erguendo-se da cama, foi até o banheiro. Era melhor voltar logo para a vida – aquela em que as sombras não brincavam como se tivessem se perdido de seus donos, às vezes eternamente meninos – e encarar a criatura estranha que veria no espelho.

Há dias não se enxergava mais. No início estranhou, é claro. O reflexo não tinha mais os cabelos carapinhos, nem os olhos escuros ou a pele da cor do tamarindo maduro. Havia desbotado, ganhado cores novas, formas diferentes e indiferentes. Era como as sombras nas paredes, sem identidade; dançavam como se estivessem se buscando, mas nunca se encontrando. Mas o engraçado – ou estranho; ou até surreal, se pensasse um pouco – é que havia pedido por aquilo. Por uma identidade diferente. Um novo “eu”. Porém não sabia que encontraria aquela criatura estranha quando se olhasse.

Suspirou, jogando água no rosto. Por um instante, conseguiu realmente se ver: cabelos crespos, olhos escuros, lábios carnudos que haviam beijado tanto e recebido sussurros. Mas logo os cabelos perderam aquela aparência a que havia se acostumado desde que se entendera por gente – muito antes de as pessoas verem que era realmente gente. A criatura estranha do espelho encarou de volta; tão igual aos outros que estariam esperando nas ruas, no trabalho, no restaurante chique que agora podia frequentar mesmo se tivesse pouco dinheiro na carteira e sem que alguém olhasse torto.

Sentiu vontade de socar o espelho. Uma raiva súbita de si. Uma raiva de tudo o que lhe rodeava. Uma raiva quase louca por ter escolhido ser outra pessoa, e não a que havia nascido para ser: alguém que já amava, que já criara sua própria identidade com ou sem cabelos. O soco no espelho foi impensável. Rasgou os dedos e fez o sangue escorrer na pia, tão impecavelmente branca quanto agora era a cor de sua pele. Os olhos arderam em lágrimas. Não pela dor física. Ah, essa era uma piada se comparada a que lhe enchia o peito a cada dia que se olhava no espelho, vendo aquela pessoa tão diferente do que realmente existia dentro de si. Dentro havia o EU. Por fora, era apenas os outros; outros que queriam que todos fossem tão iguais a ponto do mundo ser uma homogeneidade sem tons.

Havia se sucumbido a essa vontade externa. A ponto de, ao se olhar no espelho, ver o que os outros queriam ver. Por isso o soco foi impensado. Não veio da mente; veio da alma, e alma não pensa. Apenas sente, intensa.

Os olhos então desceram para a pele machucada, para o sangue ironicamente vermelho. Por um instante, pensou que sangraria azul. Colocou a mão sob a água da torneira, deixando-a limpar. “Limpe tudo!”, desejou com ardor. Mas o pensamento não foi o bastante. Esfregou, esfregou, esfregou. E quando a pia não foi o bastante, foi para o chuveiro. Daquele jeito, de pijama e tudo. E continuou a esfregar, a se limpar, a retirar aquela pele que não lhe pertencia. Era horrível ser igual a tudo. Era opressivo; um latrocínio! Um roubo seguido de morte.

Roubo de identidade, morte de alma.

Alma que não pensa.

Alma que rebate.

Que sente, reage.

Debaixo daquela água que nascia só Deus sabia onde, olhou para o corte da mão. E sorriu. Pois em meio aquele arroubo impensável, a alma tinha mesmo reagido. E antes onde era a homogeneidade sem-graça e falsamente tolerante, estava agora um risco de sua própria identidade.

Que reagiu.

E se alastrou.

Abraçou.

Alcançou a alma. Intensa, viva, pulsante como o sangue vermelho que nunca, nunca seria azul.

Foi para o espelho. O cabelo carapinho estava lá. E os olhos escuros e a pele da cor do tamarindo maduro. E os lábios… Ah, os lábios! Estes sorriram de lado. Prontos para ser o EU e deixar que os outros… Bom, apenas deixe os outros.

[Série] Kurt Seyit ve Sura

Já diz um dos maiores ditados da internet: A vida é muito curta para perder tempo lendo livros ruins. Por isso mesmo, quando vejo algum amigo gostando muito de um livro ou indicando com veemência, vou logo colocando na estante. Pois é, eu tenho essa confiança. Prefiro arriscar com o quase certo do que tentar com uma dúvida e me encrespar. E com séries não é diferente. E o que é melhor ainda, é que grande parte (se não todos) de meus amigos tem o mesmo gosto literário que eu. Logo: A vida (também) é muito curta para perder tempo assistindo a séries ruins/cansativas. Portanto, atenha-se no básico dos gostos parecidos com os seus.

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Vlademir, Kurt Seyit, Tatya, Celil, Misa e Petro (reprodução)

Quando vi uma amiga morrendo de amores (quase literalmente) pela série turca Kurt Seyit ve Sura, fui logo colocando na minha lista da Netflix. E comecei a ver depois de uma maratona básica da primeira temporada de Sense8 (porque depois da segunda, uma teoria básica de conspiração precisava de fundamento – mas isso é outra história).

O primeiro episódio me fisgou. Não porque o ator que faz Kurt Seyit seja uma maravilha a ser contemplada (na verdade, todo o elenco principal é de encher os olhos). Mas porque, além de adorar um drama romântico, eu já senti uma considerável empatia pelos personagens. E essa empatia foi o que me fez ser uma imitação de Sura: uma chorona em todos os episódios.

11899678_130732450605030_2144434560_nMas nem só de choro vive uma história dramática, venhamos e convenhamos. Precisamos de um bom fundo, cheio de idas e vindas, com camas-de-gato sendo armadas, um ar cômico que te deixa leve, tensões pesadas com enredos maquiavélicos. Kurt Seyit ve Sura tem tudo isso. E pouco antes da metade dos 46 episódios, decidi que tem até demais.

A questão é a seguinte: o grande drama de Seyit e Sura é, obviamente (e como diz a sinopse), a separação imposta pelo destino assim como os constantes problemas que enfrentam para ficarem juntos. Temos tanto o fim da Primeira Guerra como a guerra civil na Rússia (e suas consequências) – Seyit serve ao exército do czar -, além da família turca e tradicional (aka pai xenófobo) de Seyit.

E se isso não fosse problema, há ainda os antagonistas Petro (que não me enganou nem mesmo nos minutos iniciais) e a Baronesa Lola. Eles também fazem de tudo para separarem Seyit e Sura. Na verdade, é incrível como tem gente mal-amada nessa série, o que aumenta quando eles precisam deixar a Crimeia para Seyit e Celil não morrerem nas mãos dos rebeldes por terem servido ao czar (uma pausa para desejar morte à bruxa Ayse em Istambul, por favor. Obrigada). E talvez esse seja o problema todo, para mim. Fico me sentindo no meio de um drama mexicano na novela das nove da Globo, onde tudo se divide entre os bonzinhos e os invejosos do inferno.

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Família Eminof

Confesso que depois da segunda dezena de episódios, comecei a passar pra frente naquela barrinha de status. E enquanto chegava no trigésimo, fui obrigada a buscar spoilers. E isso foi muito bom, porque me deu sustentação para aguentar o que vinha a seguir. Claro que ainda me senti como um rio ambulante nas cenas que envolveram Sura e Seyit. E no episódio 45, foi o pior rio de lágrimas do século!

No entanto, após metade do seriado, o que me interessou mesmo mesmo mesmo (e principalmente depois dos spoilers) foi querer descobrir o que iria acontecer ao Petro filho-da-puta e ao Celil (me apaixonei pelo personagem também desde os primeiros minutos). Foram eles – além do masoquismo doentio em acompanhar a vida de Sura e Seyit – que também me seguraram na série (afinal, eu não queria morrer apenas de sofrimento até o último episódio).

O problema da série, para mim, não foi o drama a la mexicana, pois eu gosto mesmo! Mas um drama que depois de desenvolvido fica estagnado na mesmice, naquele dia a dia que não alavanca nada, só trazendo mais sofrimento, a gente sabendo previamente qual seria o próximo passo do Petro – porque depois de um tempo todos ficaram muito previsíveis (até hoje não sei como consegui terminar em tempo curto o livro A Sorte de Morgan, que também relata o dia a dia da Austrália colônia). Essa quase lenga-lenga só derrama mais lágrimas de frustração do que de emoção. A não ser quando vejo Seyit chorando. Porque…olha…é muita beleza carregando tanta tristeza, gente, e eu não consigo manter meu iceberg intacto.

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Vale ou não vale a pena insistir? Rsrs

No fim, eu vou colocar o joinha na Netflix pra essa série. Ou até 4 estrelas, se essa ainda fosse a classificação. Afinal, sou apaixonada por pessoas. E a evolução de Sura e Seyit foi tamanha que não me espantou em nada descobrir, depois, que a série foi baseada num casal real – e também que fim teve o casal no seriado. E se você, assim como eu, gosta de um bom drama (mesmo que o dia a dia dos personagens seja o real foco depois que eles vão para Istambul), eu indico. Mas prepare a caixinha de lenços. Vai precisar. Mesmo.

Ah, só um parênteses para Seyit – me irrita muito ele ser alguém orgulhoso. E como esse orgulho às vezes se sobrepõe ao amor que ele sente por Sura. Ele pode ter saído do exército depois que precisou fugir da Criméia, mas o exército nunca saiu dele. E esse é um dos problemas, também, que fica no caminho da felicidade dele com Sura. Sendo clichê? O cara tem Síndrome do Herói. Só pode! Já a Sura… Bem, ela estará como uma das melhores personagens que já conheci. Principalmente nos episódios pós-40.

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E, sim, ainda vou continuar falando de séries televisivas na categoria Leituras. Me julguem!

Não, não julguem! Eu expliquei aqui o motivo. Bem no finalzinho. Mas expliquei. ♥

Cuidado com o que é velho

“Não acredite no Velho…ele mente!” – eis o primeiro conselho que você tem ao abrir o livro Cira e o Velho, do Walter Tierno (uma dedicatória que vem juntamente de um mimo da Cira). E este conselho te persegue o livro inteiro, como um prenúncio de clímax (ou, para alguns, até um anticlímax – mas é de gosto).

Fazia um tempo que eu queria ler este livro, tanto por se tratar de literatura que carrega nosso folclore, quanto por (e talvez o mais significativo) ter tido duas indicações de amigas que confio no gosto literário. Assim que fiz a propagandazinha básica de cada dia, com fotos da aquisição (e do mimo), elas já me disseram que eu iria adorar. E, para provar a confiança, não mentiram para mim.

O livro tem uma fluidez e agilidade gostosas. Consegui lê-lo, sem sacrifício algum, em três sentadas. Foram três por falta de tempo, mesmo, pois num período bom, eu conseguiria tê-lo lido em um domingo, sentadinha na minha varanda, ao lado do cachorro (minha maneira preferida de me perder em um mundo de páginas).

A Cira não nos é apresentada logo de início. Se não me engano, ela nos dá a graça de sua presença lá pela sexta ou sétima dezena de páginas. Antes disso, nós conhecemos o Velho. Um paulista dos mais cruéis que a está perseguindo a pedido de Maria Caninana, irmã do também cobra, Norato.

Toda a narrativa é desenrolada através dessa perseguição do Velho pela Cira, filha de Norato, e ela o perseguindo de volta. A mistura da nossa mitologia, do nosso às vezes tão (injustamente) subestimado folclore, dá um encanto na história que me fez sorrir em alguns pontos. Tierno pegou essas tão queridas criaturas e as colocou num livro só, e de uma maneira que não deu nenhuma sensação caleidoscópica, muito pelo contrário. Animais-reis, índios, criaturas mitológicas, escravos dos Palmares… Se alguma vez pisou nessas terras (literais ou literárias), Tierno pegou emprestado para que tanto a Cira quanto o Velho tivessem seu contato com essa riqueza que nos é passada de maneira deliciosa numa mistura histórica e moderna.

E o final… ah, o final! As últimas páginas, depois de lidas, simplesmente me fizeram olhar para o título de maneira maravilhada – coisa que apenas um bom título faz. E também me fez dar um meio sorriso para a dedicatória que foi, na verdade, um aviso. Um belo, e nada anticlímax, aviso

[CONTO] Roda da fortuna

broken-mirrorEstavam em silêncio desde que terminaram os cumprimentos triviais de “Boa-tarde; boa-tarde”. O terapeuta nem falou nada, nem questionou. Sequer instigou que seu paciente começasse a falar sobre os problemas que sempre lhe trazia. Havia dias que o silêncio era melhor do que esbravejar toda a complexidade que sufocava. Pelo visto, daquela vez seria cinquenta minutos de silêncio.

Faltavam dez minutos para a sessão terminar quando o rapaz se sentou. O terapeuta ergueu as sobrancelhas, vendo aquele movimento súbito de longas pernas sendo jogadas para fora do divã enquanto os olhos escuros e ansiosos se fixavam num ponto além da janela sem cortinas.

Ele aguardou, estranhando aquele movimento novo depois de dezessete sessões em que o paciente sempre ficou estirado no divã marrom-desbotado. No entanto, ao ver o paciente se erguer e ir até a janela como se sua vida dependesse disso, o silêncio não era mais o melhor remédio.

— O que aconteceu? — perguntou o terapeuta depois de mais minutos silenciosos.

— Era ela.

— Ela…?

— No vidro, eu vi. Tenho certeza…

Então era aquilo. O terapeuta suspirou internamente e voltou a se sentar (mal notara que também tinha se levantado em seu lapso curioso e nada profissional).

— Me explique como uma mulher pode estar no reflexo de um vidro.

— Ela continua presa. Entre os mundos, entende?

O terapeuta anotou algo no papel preso à prancheta.

— E o que você sente quando vê essa mulher?

— Sinto que não consigo alcançá-la. Mas de que deveria conseguir.

O terapeuta olhou para o relógio. Ainda restavam três minutos.

— Me sinto em um ciclo — continuou o paciente. — Como se estivesse preso numa roda que gira sem parar, fazendo com que eu volte sempre e sempre no mesmo princípio.

— E qual seria?

— De que, por mais que eu tente, não posso tocá-la por mais do que um instante. Não posso vê-la por mais do que um segundo. E quando percebo isso me sobe um amargo pela garganta, como veneno, que me sufoca. E depois vejo sangue em minhas mãos. Vejo o sangue dela em minhas mãos.

O terapeuta franziu o cenho.

— Você está citando Romeu e Julieta?

— O quê?

— Romeu pensa que Julieta morreu e toma um veneno. Mas a Julieta, que não estava morta, vê o homem que amava morto e se mata com um punhal.

Mas o paciente não o escutava mais. Estava concentrado em si mesmo. Ele precisava tanto de alguma coisa que lhe explicasse aquelas visões e sensações. Algo que lhe abrisse verdadeiramente os olhos. Por que sentia tudo aquilo. Por que se via em várias perspectivas, sob vários pontos de vista, porém com a gritante certeza de que continuava sempre a ser quem era. Nunca um ser diferente. Ainda assim…

Entre visões e sonhos misturados com uma racionalidade desesperadora, ele havia sido um sol que queima as flores do jardim orvalhadas. Um homem sentado num banco apreciando a maresia. Uma sombra que deixa apenas uma rosa branca de rastro.

Além de si mesmo, havia ela. A mulher sem rosto. Apenas um contorno que ele via nos reflexos, ou numa olhada de relance. Um rosto cheio de dor, de mágoa. Um rosto que lhe buscava há tanto tempo que o paciente se sentia velho, apesar da pouca idade. Sentia-se desgastado, mesmo na juventude. Sentia-se em dor, mesmo que nunca tivesse se ferido.
Sensações que o preenchiam, deixando um vazio inexplicável e que era esquecido apenas quando o rosto da mulher se mostrava naqueles instantes.

Um arrepio na nuca. Uma premonição. Não ouvia o que o terapeuta falava. Continuou a olhar pelo vidro, esperando e esperando…

Quando ela se mostrou daquela vez, estava mais nítida. Os olhos grandes e também ansiosos. Sedentos. Procurando! O rapaz encostou-se mais ainda contra a janela. Ele a sentiu deslizar como água por seus dedos. Sentiu o frio na barriga. E então o vento contra o rosto.

Atravessou. Estava em casa.

*

Da janela do consultório, o terapeuta gritou pela recepcionista.

— Ligue para a polícia! Teremos muita coisa pra explicar…

E enquanto esperava, não conseguiu desviar os olhos do paciente, estatelado, cinco andares abaixo, no chão da calçada.

Publicado originalmente em Enlaces Literários

Citações #22: Churchill

Sempre tem aquela horinha em que você só fica zoneando pela internet. Gosto dessas horas para procurar algumas citações, quando não as pego de livros que estou lendo no momento. É quase uma atividade corriqueira que tem um tempo que eu não fazia. Essa de Churchill, por exemplo, é muito cara para mim, tanto por eu gostar de política como porque ela pode ser adaptada para outras situações – pois é, de novo o Selo Bela Gil de qualidade (risos). Mas, novamente, veja se não estou certa (de novo)!

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Neste caso, eu sugiro experimentar um livro. Com Harry Potter, por exemplo, eu morri ao menos sete vezes.  E não foi nada fácil…

(B)Analisando o texto

Vamos fazer uma brincadeira. Bem simples, mesmo. Tipo o que a Bela Gil faz no programa de culinária alternativa que ela tem no GNT.

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Olha só a frase:

Apesar de estar morto, estava inteiramente saudável. 

E eu te digo: de que vale estar saudável, se está morto? Digo isso porque o termo “Apesar” desmerece o que virá à frente. Não que o fato de estar morto seja algo indigno de atenção. Merece atenção, sim, pois se está morto, deixou alguém vivo para trás – o que traz um N de ramificações emocionais, psicológicas e etc. Mas, ainda assim, o estar saudável ficou totalmente desmerecido. É questão de gramática. Sintaxe. Semântica. Linguagem. Concorda comigo? Sabia que sim.

Agora vamos ao segundo passo depois dessa pequena explicação. Vamos dar uma de Bela Gil e partir para as substituições.

Apesar dos homens serem vítimas de mais de 80% dos homicídios no Brasil, a violência contra a mulher preocupa[…]

Viu aonde quero chegar? No desmerecimento? Pois é… Sabia que sim.

(A quem quiser, o texto a que me refiro na segunda frase é de uma pessoa que se tornou mestre em filosofia – e parece que estudou errado – link)